Nasceu em Filadélfia, em 1956, numa família judaica. Começou a estudar piano, entre os doze e os treze anos, com um pianista francês radicado em Filadélfia, Bernard Peiffer, que lhe ensinou não só a técnica pianística como o introduziu no jazz através do estudo dos clássicos da música erudita.

Muito cedo tocou com grandes nomes do jazz como Philly Joe Jones, Hank Mobley, Jonny Coles, Mickey Roker ou Groover John. Ainda adolescente começou a estudar composição com George Rochberg, com quem prosseguiu os seus estudos na Universidade de Pensilvânia onde também foi aluno de George Crumb. Enquanto estudante, tocou com muitos músicos de jazz que passavam por Filadélfia, como Freddie Hubbard, Joe Henderson, Benny Golson, Phill Woods, Donald Byrd, J.J. Johnson, e outros. No final dos anos 80 mudou-se para Nova Iorque onde nomeadamente tocou em Knitting Factory, lugar privilegiado da música avant-garde.

Uri quebra as barreiras entre géneros. Considerando-se acima de tudo como músico de jazz, reinventa temas de compositores eruditos como Mahler (CDs Ulricht / Primal Light, Dark Flame), Bach (CD The Goldberg Variations), Beethoven (CD The Diabelli Variations), Schumann (CD Love Fugue) e Wagner (CD Wagner in Venezia).

Apropria-se da música Klezmer, do blues, do rock, do funk ou da música electrónica, sempre de uma forma inovadora e surpreendente. Gravou quinze discos como líder. As suas duas primeiras gravações homenagearam Thelonious Monk e Herbi Hancock que, com Chick Corea, McCoy Tyner e Keith Jarret foram para si modelos. Em 2001 publicou um disco a solo (Solitaire). O mais recente CD, Live at Village Vanguard, com um novo trio, saíu em 2004.

Para além de se apresentar a solo ou com grupos por si liderados, trabalhou, entre muitos outros, com Don Byron, Dave Douglas, Terry Gibbs e Buddy de Franco, Clark Terry, Rashid Ali, Arto Lindsay, SamRivers. Apresentou-se em numerosos festivais de jazz, como os North Sea, Montreal, Monterey, Newport, San Sebastian, e em festivais de música erudita como os de Salzburg, Ópera de Munique, Festival da Holanda, o de Israel, do IRCAM ou no ciclo “Grandes Intérpretes” no Lincoln Centre. Recentemente recebeu encomendas da Vienna Volksoper, The Seattle Chamber Players, o Trio Beaux Arts, a Orquestra de Câmara de Basel.

Neste concerto a solo, Uri Caine interpreta temas originais, jazz standards, arranjos e improvisações sobre música de Mahler, Verdi e Beethoven.