O Grupo de Trompetes da Universidade de Aveiro é um dos mais recentes projectos do Departamento de Comunicação e Arte, tendo como principal objectivo proporcionar aos jovens instrumentistas o prazer de tocar em conjunto repertório de diferentes estilos e épocas. O Grupo de Trompetes já realizou diversos concertos, alguns de índole pedagógica, em vários pontos do país: “Lions International” – Clube de Águeda; Escola de Música do Coral de Fornos – Santa Maria da Feira; Cantanhede; Salão das Obras Sociais da Mamarrosa; Concerto Escola de Música Gualdim de Pais de Tomar; Conservatório de Música Calouste Gulbenkian – Braga; Cripta do Santuário de Nª Sra. do Sameiro – Braga; Universidade de Aveiro.

É constituído pelos alunos Bruno Pereira, Filipe Esteves, João Curado, Pedro Tavares e Ruben Castro, sob a orientação do Prof. Fernando Ribeiro.

Um pouco de História

Em todos os continentes existiram formas rudimentares de trompetes. As mais primitivas eram usadas à maneira de um megafone, para fins mágicos ou rituais; cantava-se ou gritava-se para dentro do tubo para afastar os maus espíritos. Eram construídas através de cana, bambu, madeira ou osso, e só mais tarde se começou a utilizar o metal.

Das trompetes históricas da Antiguidade salientamos a salpinx grega recta, a lituus, em forma de J, e a tuba, ambas romanas.

Na Idade Média a trompete era normalmente designada por buisina (buzina) e nem sempre era feita de latão, usando-se também outros materiais como o marfim e cornos de animais, possuía um bocal em forma de taça semelhante ao dos instrumentos actuais. Este bocal era muitas vezes parte integrante do instrumento e não uma peça separada, como acontece actualmente.

Quanto à origem da palavra trompete, é um diminutivo de trumpe ou trompe. As trompetes mais pequenas eram designadas por claron ou clarion.

Até aos fins da Renascença predomina ainda a trompete natural, ou trombeta natural, que só produzia os harmónicos naturais. Ao utilizar várias trombetas em conjunto, cada uma delas executava harmónicos diferentes. Durante o período Barroco os trombistas vão-se especializar em cada um desses registos, sendo pagos em função disso. Neste mesmo período surgem as trombetas de varas que vêm combater a impossibilidade de, até aqui, se produzirem mais sons para além de uma única série de harmónicos.
Vários instrumentos, hoje obsoletos, foram constantemente objecto de novas invenções até ao aparecimento dos pistões em 1815, que permitem produzir cromáticamente todos os sons da extensão do instrumento.

Em Portugal sabe-se que mesmo antes do séc. XVIII as trompas e trombetas, quando necessárias, eram tocadas por membros da Charamela Real, ou banda das Reais Cavalariças. Ainda hoje se conservam no Museu dos Coches 22 trombetas naturais de prata da Charamela Real, a maior colecção destes instrumentos que sobreviveu até aos nossos dias.
O Grupo de Trompetes da Universidade de Aveiro tem como objectivo utilizar, sempre que possível, alguns instrumentos da família da Trompete hoje em dia um pouco menos utilizados, como Cornetim e o Fliscorne.